PALAVRAS Contos de uma flama infinita |
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segunda-feira, setembro 30, 2002 10:10 da manhã. Deve ser a cor dos dedos que faz a Lontra andar. No seu passo raso, ela age com razão e entendimento. Numa das noites do ano passado a lontra morreu. Velada pelos amigos a lontra agradeceu. Com seu laço - O laço - prendeu várias moscas num cofre gelado roubando-lhes a atmosfera terrestre. Anos busco relatos sobre a vida da lontra. Revelando meu objetivo sinto que esclareço melhor o fato. Amantes, ela esqueceu no patamar. Mas a lontra vive na imaginação de seu criador. Respeite-o, o criador não lhe satisfaz o desejo, antes esconde do que revela, obscurece o caminho com palavras cruas e indesejadas. Num universo fechado, entendo que o caminho da lontra são as vigas desta casa, é o ar umedecido de cores e cinderelas. Não há esperanças para fotografá-la, ela se preserva e morre. A Lontra. Ricardo está a caminho. A correspondência está a caminho. Posso ler o conteúdo da carta. O texto é cheio de autocomiseração. A Lontra. Julio Costello |
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