PALAVRAS Contos de uma flama infinita |
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domingo, julho 28, 2002 7:56 da tarde. Eu mando em você, bem sabe. Tudo que peço é que me obedeça. Tiraria o meu coração para comê-lo? Eu o faria com seu coração. Não peço perdão. Se cometo pecados, você deve implorar pela salvação. Fiz um passeio ontem: Vi uma linda cachoeira, uns 10 metros de queda e estava com uma mulher especial, bebemos muito, algo incrível, você é claro não poderia estar lá, eu não ia deixar. Mas tudo bem, você ficou em casa emburrada com toda essa desfeita. Cheguei em casa, você estava solícita. Desconfio de toda a sua bondade – você poderia até me vencer, todo tirano pode ser morto, vencido, mas descobri que você me envenena com sua bondade, para destruir-me inquietar minha consciência. Deixa estar. Sei que você sofre por minha conduta, sei que é feliz às vezes, mas meu peito não encontra a medida entre sofrer e fazer sofrer. Mas por enquanto continuarei com a minha tirania. Julio Costello |
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